Confessa, tens medo?
Diz-me. Do que tens medo? Ah vá,
não digas que não tens. De nada? Não acredito, desculpa. Confessa, sem medos.
Tens medo de perder ou que se
percam em ti? Ou será antes o medo de ganhar? De ganhar a confiança do outro,
de quem tanto anseias, para depois te deixarem na merda, outra vez. Já foste
magoado, eu sei. Todos fomos, cada um de maneira diferente.
Vá, conta-me mais. Tens medo de te
entregar a alguém? Por não saberes o que esperar ou porque sabes ou sentes que
o outro cairá mais rápido e mais intensamente do que tu? É lixado não é? Quando
nos desiludimos ou o fazemos com os outros.
Também tens medo de falhar, não
tens? Falhar para com quem, contigo ou para com os outros? Um medo tão grande
que se transforma em culpa e que depois te engole. Não? A culpa por não teres
tentado, por não teres ido, por teres medo de falhar.
(Via: WHI)
Nesse caso, também tens medo de ir.
De ir onde não foste. Tens medo de ir sozinho? Cuidado, podes-te cruzar com os
teus demónios pelo caminho. Medo de quê, que não sintam a tua falta? Ou talvez
de seres substituído, quem sabe.
Tens medo de ir. De ir a sítios, a
lugares onde já estiveste ou onde sempre quiseste ir, mas falta-te a coragem.
Tens medo de te entregar. A novas pessoas, a novas mentes, a novos corpos, a
novas aventuras. Tens medo que te quebrem, outra vez.
Então e depois? Faz tudo o que te
der medo. Se tudo der errado e encontrares novos medos, abre-lhes a porta e
deixa-os entrar. Senta-te com eles e enfrenta-os, outra vez.
♥


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