Percebi como é fácil raptar uma criança
Este podia ser um post que se incluiria facilmente na rubrica Cenas de uma Empregada de Mesa. Achei por bem não o fazer, já vão perceber porquê. Talvez eu tenha uma imaginação muito fértil ou chamem-lhe o que quiserem, mas acho que há coisas que podem ser feitas de forma tão fácil e simples, que dói.
Há uns dias estavam um casal com uma criança que ainda nem dois anos tem no restaurante. Às tantas, o menino veio ter comigo para me dar o seu brinquedo. Sim, dar. Aparentemente é um jovem bastante generoso. Fui devolver o brinquedo à mãe, quando nos apercebemos que o gaiato se estava a dirigir para a rua.
Mesmo antes de passar a porta, ouvi a mãe " 'Francisco', anda cá!". Apanhei logo o nome. 'Francisco'. Enquanto ele se divertia na relva, chamei-o, pelo nome. E ele veio a correr. Peguei-o ao colo para que não se magoasse a passar as pedras que separam o passeio da calçada, e se mais tempo tivesse ficado com ele ao colo, nada chateado ele continuava.
E isto ficou-me na cabeça. Não ocorreu aqui nada de mal. Um puto simpático e uma rapariga simpática que poupou uma mãe de vir a correr para a rua para ir buscar a criança, porque a minha colega avisou que eu o tinha ido buscar. Tudo genuíno e bem intencionado.
Mas é tão fácil. Num parque cheio de gente, alguém, mal intencionado, que oiça uma mãe a chamar pelo filh@, ao apanhar a mãe ou quem quer que seja que esteja responsável pela criança distraída, alicia a criança com o que quer que seja, um cão, um brinquedo, uma promessa de jogar um qualquer jogo, e já está. Nem precisam de saber o nome dos miúdos quanto mais.
Juro que isto não me sai da cabeça. A facilidade como as coisas podem ser feitas, quer os miúdos sejam tímidos e reservados, quer não. E pela internet também, mas isso é uma história para outro dia.
Vou só partilhar convosco um vídeo que já vi há algum tempo. Este vídeo representa apenas uma experiência, mas não sabemos quantas vezes isto acontece de facto por dia.
O que têm vocês a dizer-me sobre isto?
xoxo, Mia ♥

Comentários
Enviar um comentário